A Fátima está em Pune, na Índia, a Ana no Porto.
Durante seis meses este canto será escrito a quatro mãos e sentido com um só coração.
Sem o agasalho das asas
Agrilhoado no lado de fora do fogo, ao frio,
Desatado pela diária lâmina
Na condição da luz encarcerada no astro
Para ser nas viagens sinal. Um aviso, um dedo no céu
Acordado pela sempre quotidiana órbita do lume
Acocorado sempre na cinza para foco
Sem qualquer intermitência
Gume
Invejando o relâmpago
Rápido
De longe descobre a semelhança
Do amor
Com o pássaro
Que não faz ninho
Que não segue a presa
Que não deixa o corpo por um pouco
Desejar
Qualquer coisa diferente de morrer
Daniel Faria
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